GRAÇA ESTRELA – ARTISTA PLÁSTICA

Nasceu em Ipameri, Estado de Goiás, na Região Centro Oeste do Brasil.

Desde cedo se dedicou a arte de pintar. Autodidata, passou por várias fases; fez de tudo; casarios, natureza morta, rostos, figuras humanas. Mas em 1982, aconteceu o grande encontro com as araras na Chapada dos Guimarães em Cuiabá. Ficou encantada com as aves do Pantanal e apaixona-se pelas araras. Desde então, inicia o seu estudo e trabalho de pesquisa sobre esta ave que ora está ameaçada de extinção.

Visita vários parques ecológicos: Iguaçu em Foz do Iguaçu (Paraná), Serra de Carajás no Pará, Amazônia, Parque ecológico de Goiânia, Fazenda São Domingos e Parque das Primaveras em Caldas Novas, Goiás.

Começa uma nova fase retratando as araras desde seu nascimento, habitat, namoro, acasalamento, movimentos e vôos.

Passou horas nos parques observando os movimentos e vôos das araras.

Dada a sua paixão por essas aves, passou a ser conhecida no meio artístico como Graça das Araras, tema de sua exposição, em 1977, na Inglaterra, patrocinada pelo Ministério da Cultura.

Tem o seu atelier em Goiânia, onde mora.

Tem planos para lançar o livro ‘A Graça das Araras’ e um filme sobre essas aves.

Em seus trabalhos artísticos usa a técnica mista, tintas acrílicas e a óleo, palhas, folhagens, pedras de Pirenópolis, telas, cordas.

Graças se diz apaixonada pelas araras, seu colorido forte combina com a sua personalidade. Ela própria é como as araras; leal, solidária, amiga e fiel.

Miguel Jorge, escritor goiano, escreveu:

“Em termos de Graça Estrela nada mais compensador, neste início de milênio, do que dar testemunho a um trabalho de fôlego, definido e amadurecido ao longo do tempo. Extremamente severa com a pesquisa da técnica mista, a artista utiliza pedra de Pirenópolis, pó de granito, cola e massa acrílica no equilíbrio altamente dosado dos relevos.

Esse conjunto de caprichado colorido, conduz também a preocupação ecológica da pintora e, suas telas, evidentemente, estimulam esses pensamentos, simbolicamente representados pelas inúmeras variedades dessas aves. Essa questão de singular importância, debatida em várias partes do mundo, ganhou relevância na Inglaterra, onde Graça Estrela foi testemunhar o direito de vida e liberdade das araras.”

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